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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Noite da pizza em casa

Quem gosta de pizza levanta a mão! o/
Hoje começa o fim de semana, e sexta, sábado e domingo são dias de pizza pra maioria de nós, né?
Estejamos de dieta ou não.
Domingo passado eu encarei a mão na massa e copiei uma receita de massa que prometia ficar IGUAL à de uma famosa rede de pizzarias fast food. Mas não ficou. Ficou melhor! rs
Aí eu resolvi postar a receita aqui. Pena que não tirei foto para vocês verem o resultado. :/
Ficou tão boa que já tá marcada mais uma noite da pizza, agora com amigos, pro próximo final de semana.



As medidas e os ingredientes originais da receita estão entre parênteses. Era para dar 3 pizzas, e eu só queria duas. reduzi pela metade e deu na conta certa. Então deve dar para 4 pizzas, na verdade. rs
Pizza "Hot"

(300ml) 200ml de água morna
(1/4) 1/8 xícara de chá [ou uma colher de sopa bem cheia] de leite em pó (a receita original pede desnatado, eu usei integral instantâneo mesmo, que era o que tinha em casa)
(1/2 colher de chá) 1 pitadinha de sal
(5) 2,5 xícaras de chá de farinha de trigo [pode-se usar integral também]
(1) 1/2 colher de sopa de açúcar granulado
(30g de fermento biológico) 10g de fermento seco intantâneo - usei meio envelope da Fleischman
(2) 1 colher de sopa de óleo para a massa
óleo para untar as assadeiras

Misture bem o fermento, açúcar, sal e leite em pó em um vasilha. Junte a água morna, misture bem e deixe descansar por 2 minutos.
Junte o óleo e misture bem. Junte a farinha aos poucos até formar uma massa que desprenda grudenta dos dedos. Jogue o restante da farinha na mesa e sove por mais ou menos 10 minutos.
Divida em 2 (3) bolas iguais e deixe descansando por 15 minutos.
Unte as assadeiras com bastante óleo (+- 45ml em cada), abra a massa em uma superfície enfarinhada e coloque na assadeira. Passe manteiga (derretida com óleo) nas bordas (+-2cm) e leve para descansar no forno aquecido - e apagado - por uns 35 minutos (a receita original pede 2 horas... eu achei muito, e que o forno esfriaria nesse meio tempo).

Hora - de montar a pizza - da diversão!

Antes de espalhar o molho, eu dei uma amassadinha nos "discos", porque eles cresceram e ficaram muitoaltos.
Molho pronto (eu uso Pomarola natural daquele de saquinho mesmo); umas 3 colheres de sopa em cada disco (eu fiz retângulo e quadrado... rs). Respeite a borda.
Cubra com a muçarela e mande ver na criatividade.
Eu fiz uma com salame e queijo marechal - vindo diretamente da Suíça pra minha casa, porque eu sou chique e tenho amigos que moram lá, na terra do melhor queijo (e chocolate) do mundo.
E a outra eu fiz de lula. Já tinha comido pizza de lula em Ilhabela e estava doidinha de vontade. Cortei os anéis da lula limpinha, temperei com sal, alho e pimenta do reino branca. Aqueci uma panela com azeite, refoguei a lula e dispus os anéis sobre a mussarela. Por cima, queijo do reino ralado.
Nas duas eu mandei ver na salsinha picada, porque eu não curto orégano.
Asse até dourar as bordas - pode dar uma espetadinha pra saber se está pronto - e o queijo ficar beeem derretido.

Agora é só curtir.
Sirva com um vinho argentino ou chileno, ou uma cervejinha, ou um refri mesmo.
Chame os amigos e se joga no sofá com um filme bem bom...
Ou fique só com o gato mesmo... se ele te ajudar a preparar a pizza vai ser muito mais legal!

Beijocas!!!

PS: Não esqueça de colocar o avental. Eu não coloquei e fiquei suja de farinha dos seios pra baixo!!! rs
PS2: Desencana da louça! Aproveita pra descansar depois da pizza, tá?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Chá de panela - ou - Panela para todo gosto

Panela, pra quem gosta de cozinhar, é objeto de desejo.
Frigideiras, caçarolas, espagueteiras, wok...
É panela de Teflon, de inox, de alumínio, ferro, ágata, barro, vidro, pedra sabão (esqueci alguma?).
Cada uma com uma função e uma receita atrelada.
Aí você passa pela prateleira do supermercado, e "aquela" promoção de panelas - de R$80 por R$50.
Não sei você, mas aquele ditado "panela velha é que faz comida boa" pra mim vale - e muito! Mas que ela seja bem cuidada (e isso serve pras "panelas velhas" da metáfora também). Senão eu não confio na cozinheira e muito menos na comida.
Eu adoro cozinhar, e ninguém nunca reclamou (ninguém é louco! rs) do tempero. Às vezes a "paixão" bate à porta e eu erro no sal. Pra mais. Mas nem sempre é culpa minha. Ontem errei uma carne porque esqueci que ela tinha sido temperada para churrasco, e como sobrou foi congelada. Cozinhei com sopa creme de cebola, e aí ficou salgada que só. Mas a cenoura entrou em cena e melhorou o cenário.
Hoje lavei 5 panelas. Sim... porque eu adoro cozinhar, mas odeio lavar a louça. E como carne e feijão a gente faz na panela de pressão, são duas panelas de uma vez só. Aí tinha a do arroz, a da farofa e a da pipoca (sou VICIADA em pipoca).
Três das 5 foram areadas, e eu adoro o resultado. Não tanto o processo, mas o resultado é muito legal, não é? Olhar aquela panelinha velha (duas foram da minha avó materna; não é lindo?) ganhar vida nova!
Eu queria panela para tudo, mas como (ainda) não tenho onde guardar, preciso segurar as pontas.
Bom... mas já que o assunto é panela, vamos lá! Vamos aos modelos e funções.

Panela de barro


(Linda essa, né? A dona dela não tinha nem coragem de usar. É daqui - o blog é lindo e muito legal, já sou seguidora)

Segundo o Wikipedia, "são os utensílios de cozinha mais antigos que exitem". São bem típicas no Espírito Santo, mas em Minas e em todo o Nordeste e Centro-Oeste a gente pode saborear os pratos feitos com essa belezura de panela.
Os pratos mais feitos nelas são as moquecas, mas servem para fazer carnes no fogão a lenha - frango caipira, galinhada, ensopados.
Já os caldeirões e tigelas de barro são utilizados para servir sopas e feijoadas (nhumi).

Panela de ferro


(Modernosa, essa, heim? Daqui)

Quem nunca ouviu uma avó, tia ou vizinha que veio do interior falar pra uma mãe cozinhar feijão na panela de ferro pra acabar com a anemia do filho (vale colocar prego também, mas eu não acho lá muito higiênico)?
Só sei que acho que minhas sopas ficariam incríveis nessas belezuras! Uma galinha feita nessa panela fica deliciosa. E em restaurantes a quilo de Minas a gente vê bastante.

Panela de pedra


(Quero uma de cada!!!! Daqui)

Ano retrasado fui com marido (na época namorado) a Sâo Thomé das Letras, e como a gente ainda não tinha nossa casa não aproveitei para adquirir as panelas de pedra sabão que vende na cidade. Me arrependi e não vejo a hora de voltar lá para comprar.
Em todos os lugares que se vai na cidade de pedra vemos essas panelas. No restaurante O Alquimista, a sopa vem fumegante e borbulhante em panelas de pedra super quentes. Na Sinhá também. Na Sinhá ainda tem o fogão à lenha, self service em panelas de barro e pedra. A comida está sempre quente e deliciosa.
E eu queria muito poder servir minhas sopas nessas panelas!!!

Teflon


(Panela e frigideira. Olha a tampa que luxo)

As mais comuns e baratas hoje em dia. São antiaderentes, servem para tudo, mas exigem utensílios de plástico (nylon) ou madeira e lavar com esponja macia para não arranhar ou estragar o revestimento. Por fora podem ser encontradas nas mais diversas cores. Mas por dentro são sempre pretas - foscas ou levemente cintilantes.

Inox


(Bonita, não? Mas lave e seque assim que terminar de cozinhar, caso contrário fica manchada por causa da gordura em contato com o metal. Daqui)

Estão na moda, e há quem diga que são as "bonitinhas e ordinárias". Eu não acho. Adoro minha frigideirona de Inox, e acho excelente, porque o fundo grosso ajuda a economizar gás, já que a temperatura é mais constante. Mas como a minha é antiaderente por dentro, a comida não gruda, como nas sem o revestimento. Servem para tuuuudooo!!!
Ah. Só mais uma informação: Nunca, jamais coloque uma panela quente dentro de outra. O vapor faz com que crie vácuo e as duas grudem. O mesmo serve para uma tampa maior que a panela. É por isso que as tampas têm furos. Se acontecer, retorne a panela para o fogo. O vapor vai soltar as duas.

Alumínio


(Essa é clássica no Interior. É muito usada para fritar carnes e linguiças pela minha sogra. Daqui)

Hoje em dia a gente quase não vê as panelas de alumínio - exceto as de pressão. Mas são tão boas... sem contar que é o que eu falei lá em cima. Duram por mais de três gerações e é só arear e está nova!

Vidro


(Linda, versátil e perigosa. Daqui)

Minha mãe teve, nos anos 80/90, logo que foram lançadas. Ela teve um jogo, e hoje em dia só existe a leiteira. E isso porque elas quebram com uma certa facilidade. O cabo esquenta SIM, ao contrário do que a propaganda falava, mas pode ir ao forno para aquecer a comida do atrasadinho ou manter o rango quente por mais tempo. Porém, a comida gruda com mais facilidade e pode queimar. Exige prática. Mas o frango ensopado que minha mãe fazia nela, no microondas, era o melhor do mundo! O leite fervido nela subia e trasbordava até a gente aprender a usar - tinha de apagar antes de começar a subir.

Ágata


(Esmaltada, pintada à mão e linda. Daqui)

A mais bonita na minha opinião. E com cara de vó. Com cara de sítio. Como é de ferro esmaltado, exige certo cuidado - não pode cair, usar utensílios de metal para mexer ou servir, e não pode usar palha de aço. Esquenta bastante, e por isso precisa de cuidado para não queimar a comida, e se for ferver leite, tem de apagar antes de subir, igual à de vidro.. Me lembra mingau e arroz. :D

Não falei das de cobre, bronze etc. Mas é porque não conheço nem um pouquinho nenhuma das que não citei, tá?
Espero que tenha sido legal nosso papo de panelas!
Beijocas!!!

Obs: Nesse blog a autora fala sobre as alterações e influências de cada panela nos alimentos.