E lá atrás, em 2003, ele ficou internado. E eu quase morri do coração. Voltei voando de Santa Catarina, encarei minha timidez, e fui com os pais dele, que eu não conhecia, buscá-lo no hospital.
Aquele rosto abatido, cansado e de dor me deu uma tristeza... mas o sentimento se reforçou de uma forma absurda.
Então ele entrou na faculdade. Eu entrei na faculdade. A gente não tinha tempo nem pra se ver no fim de semana. Mas o amor era maior.
Fechamos negócio num apartamento na Barra Funda em SP, ainda na planta.
Ele fez o TCC e eu ajudei. Ele se formou, e eu tava lá.
Ele morou sozinho, e eu cuidei dele, e do apartamento. Eu passava dias lá, no 24º andar, só esperando ele voltar pra casa para eu dormir do lado dele.
Viajamos juntos, vimos coisas lindas, curtimos juntos.
Eu fiz o TCC, ele me ajudou, e foi na apresentação. Eu me formei, e ele dançou comigo, me abraçou e fez fotos lindas comigo.
Ele voltou pra casa dos pais e eu o abracei quando ele ficava chateado de ter que voltar.
Resolvemos morar juntos, compramos casa, mobiliamos aos poucos, compramos aos poucos o que queríamos ter, e até hoje não está tudo do nosso jeito, um ano depois.
Mas uma coisa está perfeitamente saindo com queríamos. Diogo.
Planejamos engravidar em maio. Assim foi. Queríamos um bebê perfeito e saudável, e ao que tudo indica, é assim que ele é.
Ele cuida de mim, cuida da casa, cuida da Trudy e conversa com o Diogo.
Vai comigo às ultrassonografias e enxerga cada pedaço do corpinho do filho desde a primeira imagem. Se emociona com cada movimento, e se empolga com os colegas de trabalho e amigos que estão tendo bebês ao mesmo tempo.
Vamos passar Natal e Ano Novo grávidos, e ter um bebê em pleno verão.
Vamos viajar com barrigão. Ele vai entrar no parto comigo. Ele vai me ajudar mais ainda depois do Diogo chegar. Vai trocar fraldas e dar banho, e a única coisa que só eu vou poder fazer vai ser amamentar.
Ele vai ser um ótimo pai. E vai me deixar louca quando resolver levar o filho ao Palestra Itália pra ver o Palmeiras jogar. Mas vai me deixar orgulhosa quando ensiná-lo a pedalar sozinho a bicicleta, ou quando mostrar que matemática não é aquele monstro que a mamãe pintou.
Vamos passar dois anos sem pensar em quando vamos fazer a encomenda do(a) próximo(a) filho(a). E quando isso acontecer, vamos chorar abraçados de novo, e correr sempre felizes para as ultrassonografias e consultas pré-natais.
E ver tudo isso que já passou, e pensar em tudo que virá, me dá uma "coisinha sem nome" aqui no peito.
Mas uma certeza ainda corre nas minhas veias e martela com meu coração: com ele do meu lado, vai ser sempre muito fácil e tranquilo. E nós todos seremos muito felizes juntos.
Porque esse amor... ah, esse amor, não tem igual.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Tem um pinto dentro de mim - sem nenhuma conotação sexual

O pinto do meu filho
E daí que desde o começo eu achava que era uma menina. Mas tentava bloquear esse "achar" porque eu sabia que meu inconsciente poderia estar sendo influenciado por ele mesmo - já que eu sempre quis ser mãe de menina e achar (continuo achando) que não levo o menor jeito para cuidar de meninos. Nunca entendi como funciona essa coisa de menino ter de fazer xixi de pé, dessa mania de quebrar e queimar tudo, dessa coisa desenfreada que eles têm de querer tudo ao mesmo tempo agora... e de não conseguir pensar e fazer duas coisas ao mesmo tempo.
E aí a gente vai ouvindo 5 mil pessoas falando: aaaaah, é menina, você tá com espinha; sua barriga tá espalhada, é menina; seu nariz mudou, é menina; ah, de longe eu soube que é menina... Aí uma sonha que tá grávida de menina, e chuta que sou eu; marido acha que é menina por causa do dia que encomendamos à cegonha... e por aí vai.
Bom... de qualquer forma, mesmo querendo muito uma menina, eu sempre pensei: eu quero um bebê saudável, independente do sexo. Quero ser mãe (egoísta pra caramba), e não importa quem nasça de mim.
Aí eu pensava nos nomes de meninos, e não gostava de nenhum. Até gostava, mas não era aquela coisa de "eu me imagino chamando meu filho por esse nome".
Mas aí fomos fazer a ultrassonografia, com o palpite para menina da ultra de 12 semanas. E aí... menino. Caiu um balde de água fria na minha cabeça. Mas na mesma hora, vendo lá aquele cachinho de uvas com duas setinhas apontando pra ele, e a médica escrevendo "piu piu", a coisa tomou forma.
Demorei a entender, mesmo porque o diagnóstico de placenta baixa foi mantido, e eu tinha vontade de chorar por causa disso. Mas tinha medo de chorar e o marido não entender que era esse o motivo do choro, achar que era por causa do menino.
E aí decidimos que o nome vai ser Diogo. O primeiro nome escolhido desde o começo.
E hoje eu assisti ao DVD e fiz fotos. E aí vim compartilhar com vocês.
Gente, eu não to triste, tá? Sério mesmo!!! É só uma questão de acostumar com a ideia. Sou menina, né? Sei cuidar de menina. rs
Mas eu tenho o Davi pra ir treinando enquanto isso... ;)
Agora olha essa carinha linda, que tava lá tomando o líquido amniótico.
Diogo vai ser narigudinho igual o pai!!!
E aí que ontem ele resolveu fazer a festa na minha barriga. Eu que não tinha certeza se era ele que eu sentia, tive certeza absoluta que ele vai amar o pai. Marido colocava a mão, ele pulava, dançava e rodava.
E eu senti que to lascada de vez... imagina dois homens não ouvindo nada do que eu falo? Trudy, sobrou pra ti!!!
Bom, meninas, é isso... agora eu to assim... imaginando a carinha, o cabelo, o nariz, a mão... e to louca pra ter nos meus braços esse coisico que mudou minha vida pra todo o sempre.
Tem como não amar um filho?
Ele poderia ser roxo com bolinhas verdes, que eu ia amar do mesmo jeito!!!
Beijos e boa semana pra todo mundo!
sábado, 28 de agosto de 2010
Para o mundo que eu quero descer na pracinha!
Gente, quanta coisa numa única cabeça gestante.
Medo, insegurança, ânimo, tristeza, ansiedade, tranquilidade...
Aí a gente fica nessa oscilação de pensamentos e humor. Chora à toa (à toa é o escambau!) e ri demais.
Calor e frio são sinônimos e antônimos, depende do minuto. Sim, porque num minuto tá todo mundo roxo, encapotado, e eu lá fresca como numa tarde de primavera. E no outro minuto eu me enfio nas cobertas até a orelha e bato os dentes.
Aí nasce o filho da prima, que eu acompanhei tão de perto dentro da barriga e quero acompanhar tão de perto quanto aqui do lado de fora.
Aí tem consulta com a GO e ela fala que engordei demais no último mês (fruto do descaso o car@¨#*, eu tava de repouso por causa do pé, e se como e durmo, engordo mesmo... metabolismo lento é uma meleca); que ter mais enjoo no segundo trimestre não é comum mas é normal (oi?), e que acontece; e a pior notícia do dia: eu não posso ir pra Hidro ou pro Pilates, como previa, porque minha placenta está baixa e eu devia fazer um leve repouso (quer dizer, eu posso me desgastar no trabalho, mas Pilates eu não posso!). E lá se vai meu sonho de ser uma grávida saudável, de ter uma vida tranquila e de um parto normal.
Ela falou pra eu fazer a ultra de hoje com a desculpa de ver a placenta, se já subiu. E aí aproveitava pra ver o sexo. E eu achando que ia lá, linda e formosa, só ver se é menina ou menino.
Aí venho com tudo isso na cabeça, hormônios no sangue, e um bebê que tem coração e cérebro na minha barriga, contando um causo pro marido e percebo que ele não tá prestando atenção (sim, dá pra saber... é só falar de uma rua por onde vocês sempre passam e perguntar "sabe?"; se ele responder que não, é porque não ouviu uma mísera palavra do que você disse). Eu sempre esqueço dessa miséria que é o cérebro masculino, que é incapaz de acertar o buraco do vaso com o xixi ou de dirigir e conversar ao mesmo tempo. Eis que eu reclamo que ele não tá prestando atenção em NADA e ele GRITA: Eu to dirigindo e tá trânsito!!!
Hormônios pra que te quero? Lá vou eu ter um baby blue?
Comecei a chorar e só parei chegando em casa, porque minha mãe estava aqui e não precisava ver minha cara vermelha e inchada.
Mas depois ele veio, cheio de dedos, pedir desculpa. Ele sabe quando pisa na bola. Isso ele consegue fazer ao mesmo tempo que outras coisas.
Bom... aí eu não dormi direito, chorei de madrugada, acordei com dor na barriga e no pé (inchado até a morte) e chorei no colo dele. E resolvi não ir trabalhar. Porque eu não vou ficar chorando no banheiro e explicando minha cara vermelha inchada pra ninguém.
E quando me sentia melhor, fui à casa da minha prima ver o bebê e fazer umas fotos. Gente, que coisa pequena e delícia!!! Boca de coração, olhos puxados, sobrancelhas loiras... Branco como a família de onde veio, branco assim... azuladinho, sabe? rs
Aí abraço o primogênito da família (o neto mais velho veio da filha mais nova... a neta do meio veio da filha do meio... e o neto mais novo veio da filha mais velha), e me dá uma vontade louca de ter logo 3 ou 4 filhos... pra ter aquele monte de abraço em casa todos os dias...
Então eu durmo, feliz depois de um dia abençoado ao lado da família linda que Deus me deu, e de uma noite tranquila com o marido que Ele me mandou.
E acordo 4h20 de um sonho estranho e real. Morrendo de medo de ser verdade. Eu, grávida de 19 semanas, concebia gêmeos de umas 6 ou 7 semanas, pelo formato deles no video da ultrassom. Ótimo, eu pensava. Agora que eu não vou mesmo ter parto normal, e não vou ter chance nunca mais, já que 3 de uma vez vai ser suficiente pra minha vida.
E os medos? Deus, não faça isso comigo!!! Acho que eu morro! O marido, no sonho, adorava a notícia... nem pensava nas adaptações pelas quais nossa vida teria de passar. Mais 2 berços, 3 vezes o número de fraldas, 3 bocas pra amamentar, e eu só tenho 2 seios, graças à natureza perfeita que não me deu 4 pares de tetas como nos outos tantos mamíferos.
Aí eu não consegui mais dormir...
E eu lembrei do Renato, do blog Diário Grávido, que passou por medos durante a gravidez da mulher... e agora passa por tudo de novo, com mais intensidade, já que 3 crianças comem mais do que duas! Pobre Renato... sorte a nossa, que teremos mais um livro. Eba!
Bom, tudo isso sem contar que eu espirro e a barriga dói. Eu tusso, a barriga dói. Eu vou ao banheiro e não sai nada, porque o intestino está preso e nem Activia resolve. E meus seios pararam de doer, mas apareceram estrias. E na barriga, que nem cresceu tanto assim ainda, já tem 3 pontinhos vermelhos lá embaixo apesar dos litros de cremes.... aff!
Para o mundo que eu quero descer. E vê se para na pracinha?
Vamos parar com as reclamações agora, faz favor?
Vamos ver uma foto linda do menino lindo que me inspirou tanto essa semana?

A mamãe Helena e o lindo Davi. Amado por todos nós, e com certeza um dos bebês mais calmos que já vi na vida. Já falei com a pança: aprende com o priminho, tá, nenê? Mamãe agradece.
Ele dorme bem, não chora quase, e mama direitinho. É econômico e tenta comer o "queijinho" da regurgitação. rs
Lindos, amo vocês dois, viu?
E uma outra hora eu mostro as artes que nós duas fizemos pra decoração do quarto e as lembrancinhas.
Obrigada por aguentarem meus desabafos, mas é que "das veiz" a gente cansa, né?
Beijocas
PS: Volto mais tarde para contar o resultado da ultra. ;)
Medo, insegurança, ânimo, tristeza, ansiedade, tranquilidade...
Aí a gente fica nessa oscilação de pensamentos e humor. Chora à toa (à toa é o escambau!) e ri demais.
Calor e frio são sinônimos e antônimos, depende do minuto. Sim, porque num minuto tá todo mundo roxo, encapotado, e eu lá fresca como numa tarde de primavera. E no outro minuto eu me enfio nas cobertas até a orelha e bato os dentes.
Aí nasce o filho da prima, que eu acompanhei tão de perto dentro da barriga e quero acompanhar tão de perto quanto aqui do lado de fora.
Aí tem consulta com a GO e ela fala que engordei demais no último mês (fruto do descaso o car@¨#*, eu tava de repouso por causa do pé, e se como e durmo, engordo mesmo... metabolismo lento é uma meleca); que ter mais enjoo no segundo trimestre não é comum mas é normal (oi?), e que acontece; e a pior notícia do dia: eu não posso ir pra Hidro ou pro Pilates, como previa, porque minha placenta está baixa e eu devia fazer um leve repouso (quer dizer, eu posso me desgastar no trabalho, mas Pilates eu não posso!). E lá se vai meu sonho de ser uma grávida saudável, de ter uma vida tranquila e de um parto normal.
Ela falou pra eu fazer a ultra de hoje com a desculpa de ver a placenta, se já subiu. E aí aproveitava pra ver o sexo. E eu achando que ia lá, linda e formosa, só ver se é menina ou menino.
Aí venho com tudo isso na cabeça, hormônios no sangue, e um bebê que tem coração e cérebro na minha barriga, contando um causo pro marido e percebo que ele não tá prestando atenção (sim, dá pra saber... é só falar de uma rua por onde vocês sempre passam e perguntar "sabe?"; se ele responder que não, é porque não ouviu uma mísera palavra do que você disse). Eu sempre esqueço dessa miséria que é o cérebro masculino, que é incapaz de acertar o buraco do vaso com o xixi ou de dirigir e conversar ao mesmo tempo. Eis que eu reclamo que ele não tá prestando atenção em NADA e ele GRITA: Eu to dirigindo e tá trânsito!!!
Hormônios pra que te quero? Lá vou eu ter um baby blue?
Comecei a chorar e só parei chegando em casa, porque minha mãe estava aqui e não precisava ver minha cara vermelha e inchada.
Mas depois ele veio, cheio de dedos, pedir desculpa. Ele sabe quando pisa na bola. Isso ele consegue fazer ao mesmo tempo que outras coisas.
Bom... aí eu não dormi direito, chorei de madrugada, acordei com dor na barriga e no pé (inchado até a morte) e chorei no colo dele. E resolvi não ir trabalhar. Porque eu não vou ficar chorando no banheiro e explicando minha cara vermelha inchada pra ninguém.
E quando me sentia melhor, fui à casa da minha prima ver o bebê e fazer umas fotos. Gente, que coisa pequena e delícia!!! Boca de coração, olhos puxados, sobrancelhas loiras... Branco como a família de onde veio, branco assim... azuladinho, sabe? rs
Aí abraço o primogênito da família (o neto mais velho veio da filha mais nova... a neta do meio veio da filha do meio... e o neto mais novo veio da filha mais velha), e me dá uma vontade louca de ter logo 3 ou 4 filhos... pra ter aquele monte de abraço em casa todos os dias...
Então eu durmo, feliz depois de um dia abençoado ao lado da família linda que Deus me deu, e de uma noite tranquila com o marido que Ele me mandou.
E acordo 4h20 de um sonho estranho e real. Morrendo de medo de ser verdade. Eu, grávida de 19 semanas, concebia gêmeos de umas 6 ou 7 semanas, pelo formato deles no video da ultrassom. Ótimo, eu pensava. Agora que eu não vou mesmo ter parto normal, e não vou ter chance nunca mais, já que 3 de uma vez vai ser suficiente pra minha vida.
E os medos? Deus, não faça isso comigo!!! Acho que eu morro! O marido, no sonho, adorava a notícia... nem pensava nas adaptações pelas quais nossa vida teria de passar. Mais 2 berços, 3 vezes o número de fraldas, 3 bocas pra amamentar, e eu só tenho 2 seios, graças à natureza perfeita que não me deu 4 pares de tetas como nos outos tantos mamíferos.
Aí eu não consegui mais dormir...
E eu lembrei do Renato, do blog Diário Grávido, que passou por medos durante a gravidez da mulher... e agora passa por tudo de novo, com mais intensidade, já que 3 crianças comem mais do que duas! Pobre Renato... sorte a nossa, que teremos mais um livro. Eba!
Bom, tudo isso sem contar que eu espirro e a barriga dói. Eu tusso, a barriga dói. Eu vou ao banheiro e não sai nada, porque o intestino está preso e nem Activia resolve. E meus seios pararam de doer, mas apareceram estrias. E na barriga, que nem cresceu tanto assim ainda, já tem 3 pontinhos vermelhos lá embaixo apesar dos litros de cremes.... aff!
Para o mundo que eu quero descer. E vê se para na pracinha?
Vamos parar com as reclamações agora, faz favor?
Vamos ver uma foto linda do menino lindo que me inspirou tanto essa semana?

A mamãe Helena e o lindo Davi. Amado por todos nós, e com certeza um dos bebês mais calmos que já vi na vida. Já falei com a pança: aprende com o priminho, tá, nenê? Mamãe agradece.
Ele dorme bem, não chora quase, e mama direitinho. É econômico e tenta comer o "queijinho" da regurgitação. rs
Lindos, amo vocês dois, viu?
E uma outra hora eu mostro as artes que nós duas fizemos pra decoração do quarto e as lembrancinhas.
Obrigada por aguentarem meus desabafos, mas é que "das veiz" a gente cansa, né?
Beijocas
PS: Volto mais tarde para contar o resultado da ultra. ;)
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