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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

E essa barriga que não pára mais?

Oi, mulherada linda do meu Brasil!!!
Gente... tá rolando muita coisa por aqui, viu? Férias com marido, mas nada de passeios. Só fizemos compras do Diogo, providenciamos algumas coisas pra casa, e mais nada.
Deprimindo total, porque eu precisava viajar antes da chegada do nosso anjinho. Senão já viu, né? Ele chega e a gente fica preso em casa até marido poder pegar férias de novo.
E Diogo resolveu que agora ele é dançarino profissional. De break, dança de rua ou coisa que baste, visto a violência nos movimentos do rapazote.
Ele tem soluços matinais (acho que sou eu desidratada depois dos 5 xixis noturnos). E meu útero entrou em treinamento. Contrações diárias, indolores, mas incômodas. Vamos combinar que não é delicioso isso.
Ele também, graças a Deus, não pára mais de crescer. E minha barriga acompanhando. (veja fotos a seguir)
Depois do dia 27 eu posto aqui as fotos do chá, das lembrancinhas e do convite. Vou fazer um post só sobre isso.
Preciso de dias de 32 horas (pelo menos) e férias de 45 dias. Preciso que marido fique mais que 20 dias comigo... to no fundo do poço... :'(
Respirei fundo e voltei de lá!
Agora bizóiem as fotos... e me digam: tá ou não tá grande?
Beijocas e um fim de semana maravilhoso para todos nós!

28 semanas e 2 dias - e o tempo tá passando!!!!


Fiiiiilho, como vc pesa!!!!

Viu, papai? Sou um mocinho crescendo cada vez mais!!!

PS: E a gente fica feliz a cada movimento, mesmo que ele enfie o pé com toda força na minha barriga, ou que chute a minha costela, ou se estique e não me deixe respirar. Porque amor de mãe é uma "dor que desatina sem doer".

PS2: Assim que a digníssima amiga-secreta-craft - sorteada pelo site para mim - responder aos meus recados, eu faço o presente dela e coloco aqui, tá? Até lá, eu fico só nas coisas do Diogo mesmo.

sábado, 30 de outubro de 2010

26 semanas pesando nas costas e pernas

Como passa rápido, né?
Aff...
Nem parece que faz 21 semanas que confirmamos a realização desse sonho. Há 5 meses ele era um girininho - e foi assim que foi chamado por um tempo - hoje já é meu sapo-pula-pula e logo receberá seu primeiro beijo de amor e se tornará nosso pequeno príncipe.
(Aliás... preciso comprar O Pequeno Príncipe, mas queria uma edição antiga com acento em "idéia" e "jóia", porque ler em voz alta exige muita concentração, e com a reforma ortográfica comendo agudos e tremas, a coisa fica feia.)
Aí eu tirei foto com 25 semanas e 6 dias, quinta-feira. E sexta fui "achada" por Margaret na Praça da Liberdade graças à pança - e à blusa branca e legging roxo, vai. rs
E, gente! Como cresceu!
Mas e as pessoas que nem me conhecem perguntando: de quanto tempo você tá? Já sabe o sexo? Ha... realmente... muito grávida.
Aff... meu útero ganhou 8 cm no último mês. Isso é coisa normal? No começo da gravidez, os livros e guias na internet te falam as medidas que seu útero vai alcançar naquela semana, e o tamanho e peso do bebê. E agora, seu útero é esquecido. Em alguns, eles falam que está tantos centímetros acima do umbigo, o que não adianta lá muita coisa... acho que carrego uma bola de basquete dentro de mim.
De qualquer forma, sapo e bola de basquete passam bem.
O sapo pula dentro da bola, se mexe muito e faz a bola ficar torta. E ontem eu vi isso acontecer pela primeira vez. Cansada depois de bater perna com Marga, Bi, Dona Raquel (lindoca, quero pra mim) e Renato - mais minha mãe -, cheguei em casa com enxaqueca, e enquanto descansava e esperava marido fazer o lanche, a barriga se moveu. E eu gritei, mas ninguém veio ver... :(
Azar, né?
Só eu vi essa novidade acontecer!
E que coisa deliciosa, né?
Nossa... to ficando louca... escrevendo tudo sem nexo, sem ordem, e vou deixar assim... é assim que os pensamentos estão vindo à minha mente, oras!
Então, quero deixar aqui um beijo muito gigante pra querida Jana (Casa de Faz de Conta) que merece mais amor e carinho que qualquer pessoa no mundo - e que vai superar tudo isso com uma facilidade incrível e um sorriso largo no rosto, eu sei.
E mais um pra Marga. Ameeeei conhecer essa bahiana arretada e sua tropa. Quando eu for à Bahia, que Pelourinho que nada... vou visitar minha amiga Marga e comer no restaurante de Dona Quel!
E para ninguém dizer que só fiz propaganda, lá vão fotos da pança! Que eu fiz, eu mesma, de mim, sozinha! ;)
Beijocas





Minha cara de grávida tá a pior, fala aí!

sábado, 11 de setembro de 2010

Tô mesmo grávida

Primeiras fotos divulgadas da gravidez! rs
Minha mãe me intimou, ensinei (mas ela não entendeu muito bem) como usa a câmera, e ela fez esses cliques.
Recortei, pq ela pegou porta, cama, chinelo, parede... rs
Mas um dia eu ensino mamys a fotografar com "crasse".
;)

Fotos: 18 semanas e 6 dias - 9/set/2010

Eu descabelada!

Tudo depende do ponto de vita, né? Assim eu não vejo mais meus pés!

Meu piercing já era! Um dia ele volta!


Cresceu, viu? Como cresceu! Eu e minhas estrias sabemos bem o quanto! E olhando essas fotos eu pensei: Deus, eu tô grávida mesmo!
Mas eu tô feliz que o pequeno tá aí, desenvolvendo e dançando à beça! Como eu brinquei no twitter, meu filho tem vibra call!
Beijocas, meninas!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sonhando com você - sonhando acordada

Essa noite sonhei com você.
Você nascia grande, e de dois jeitos ao mesmo tempo. Porque sonhei duas vezes.
Mas nascia chupando dedo, e sorrindo.
E quer saber? Adorei sonhar com isso.
E fiquei pensando como será quando você chegar, como será com você aqui.
Estou tão doida pra ser sua mãe logo... ai ai... o tempo bem que podia voar, né? Janeeeeiroooo, chega loooogoooo!!!
Eu olho suas coisinhas pela casa... berço, roupinhas, fraldas, carrinho e te vejo dentro... brinco com a Trudy e penso em você olhando e rindo...
Aí eu durmo sem sentir suas voltinhas, fico triste e preocupada... mas aí acordo de madrugada e sinto um pulo, e tá tudo bem...
Não tenho pressa de você nascer, quero que fique aí o tempo necessário, mas queria tanto que o tempo voasse pra chegar logo o dia de ter meu filhote nos braços...
O tio Thuto trouxe uma camiseta de São Thomé das Letras para você... Você vai amar STL, certeza. Rios, cachoeiras, ladeiras e cachorros... Nenhum lugar vai ser como STL ou Ilhabela... perfeitos para te ensinar a amar e respeitar a natureza e os animais. Fico doida pra te ensinar.
Te ensinar a andar, falar, amar, cuidar, ler, escrever, brincar, viver...
Doida pra ver esses pés dentro de tênis de lona e as pernocas em moletons confortáveis e encardidos. Correndo e se elameando. Moleque!!!
Você vai subir em árvores e mexer na terra. Vai abrir buracos de seu tamanho e pular dentro. Depois vai pedir pra sair de lá. E eu vou rir.
Vou rir com você quando for engraçado, vou chorar quando for triste, e vou ficar brava quando você aprontar.
Mas sabe? Não vai ter melhor mãe no mundo para você, filho. E não vai ter melhor filho pra mim.
O papai vai jogar bola, te ensinar a fazer xixi no poste e a mexer com contas. Deixa que português e inglês você aprende comigo. Espanhol a gente aprende todo mundo junto.
E um dia você vai ter um irmão, ou uma irmã. A gente quer que você aprenda a obedecer e dividir. E não tem jeito melhor de aprender essas coisas de respeito e solidariedade do que ter um irmão.
Você vai ter primos, tios, padrinhos. Vai ter muito amigo do papai e da mamãe te achando um sobrinho também. Eles vão falar que são seus tios, e você pode confiar. É como se fossem mesmo. Não têm o mesmo sangue, mas o coração... nossa... eles vão te amar muito.
Vovôs e vovós. Você é um menino de sorte, Diogo. Você tem dois de cada. Mas vai amar por igual todos eles.
Daqui a 1 ano e meio você vai brincar pela casa, me deixar de cabelo em pé com essas mãozinhas ágeis e mexilonas. Mas sabe? Eu vou adorar!!!
E quando for dia de festas aqui, então?
Você vai brincar com o Davi da prima Helena, com o Davi da "Tia" Amanda, com a Julinha, o João Henrique, a Giovanna... e quem sabe mais quantas crianças virão aqui em casa para correr com você no quintal?
Aí você vai cair e ralar o joelho. Vai chorar, porque dói, sabe? Mas sabe o que mais? Passa. Sara rápido. Vai fazer casquinha e você vai arrancar, mesmo que eu explique que não pode. Vai ficar aquela cicatriz feia, mas você vai mostrar pros amigos e se gabar.
Outra coisa que você vai contar, todo metido, pros seus amigos, é que seus pais foram nos shows de várias bandas legais pra caramba. Algumas delas não vão existir mais até lá. Mas você vai poder falar que foi em um show antes mesmo de sabermos que você estava aí onde está hoje, na barriga.
Você vai crescer, vai estudar, vai namorar, e eu acho que vou ter ciúme de você. Vou querer saber quem é, vou querer que venha em casa, e que seja uma boa menina, como você.
Mas sei que você vai saber fazer suas escolhas.
Vai lembrar de escovar os dentes e fazer xixi antes de ir pra cama, e que quando acordar vai dar bom dia para todos que estiverem em casa.
Às vezes vai ter sonhos ruins. Todos têm, filho. Até a Trudy.
E quando você for grande, a Trudy vai ficar velhinha. E um dia ela vai nos deixar. Mas não fica triste não, tá? Ela vai esperar a gente lá no céu.
Mas a gente vai poder ter muitos cachorros a vida toda, e ela vai te ensinar como é um cachorro bom.
É... até ela vai poder te ensinar.
E eu fico aqui sonhando com o seu sorriso (queria que fosse igual ao do seu pai), e com os seus cabelos ao vento. Suas pernas correndo, pulando, explorando. Você nadando na cachoeira e no mar.
E em vez de dormir, e sonhar com você, eu prefiro sonhar acordada. Porque nesse sonho quem manda sou eu.
Só eu posso fazer você na minha cabeça e na minha barriga.
Enquanto você é só meu, eu sonho. E quando você nascer, eu não vou mais precisar sonhar. Vou realizar.
Te amo, filho. Isso até dói, porque não cabe no peito. Mas é bom demais!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sobre astronautas e estrelas

Oi, Meninas!!!
Escolhemos o tema da decoração do cantinho do Diogo: Espaço Sideral. =D
Busquei inspirações na internet e achei tão pouco que juntei um pouco daqui, outro pouco dali, e pronto.
O causo é que as inspirações vieram, na maioria, do Elo7, e eu não tenho como colocar as fotos aqui...
Mas estou providenciando tudo e esperando pintar o quarto e chegarem os móveis para começar a decorar.
Assim que eu tiver começado, posto fotos minhas aqui, tá?
Enquanto isso, adianto que a parede será um azul quase royal, com adesivos de papel contact branco em forma de estrelas, foguete e planetas. Uma lua, e talvez um sol.
Ainda não decidi se farei tudo em branco mesmo, ou se vou pintar com lápis de cor, pra ficar o mais próximo de desenho de criança possível.
Vocês têm alguma ideia pra me ajudar???

E só pra dar uma invejinha de leve... os padrinhos vão trazer coisinhas da NASA pra ele!!! hehe
Espero que a empresa aérea não desvie a bagagem!!!
rs

Se alguém puder dar um help, eu agradeço.

Beijocas

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ô bole bole bole... na barriga da mamãe - e uma irmã cachorra estreando um berço mochila


Eu bêbada da Silva Sauro dançando o Bole Bole (quase apanhei do marido nesse dia!!!)

É... eu sabia que ia acabar tendo de confessar isso um dia.
Na minha formatura eu fiquei bêbada (tá, quem não ficou?) e subi ao palco. Dancei Bole Bole com a namorada do meu cunhado, a prima da minha amiga e duas doidas da minha sala.
Só nós no palco com uns dançarinos gostosões.
Eu tava bêbada, gente, dá um desconto???
E eu to confessando isso agora por quê?
Diogo tá dançando. Tá... Bole Bole, Rebolation e todos os outros ritmos bregas e horríveis que eu abomino.
E eu to adorando sentir a presença dele. Delícia da minha vida!!!

Minha prima e Davi estão se entendendo melhor, mas ele continua sem dormir à noite. E a pobre tá lá, trocando o dia pela noite, sem conseguir dormir até além das 11 horas.
Davi lindo da mãe dele

Mas ele tá lindo lindo, e cada vez que pego no colo, me dá vontade que o Diogo chegue logo. Eu, que tava tranquila com a gravidez, que queria ele lá dentro o tempo que ele quisesse, to rezando pro tempo voar, passarem as proximas 23 semanas, e ele chegar pra chorar, mamar e mudar nossas vidas pra sempre.
Davi mudando vidas e eu doida pra ter meu filho assim também (olha minhas tetas!!!)

E hoje marido comprou o berço mochila. Levamos uma hora para montar - já que o "manuel" não ajudava muito. Mas ó... super recomendo!!! Lindo demais!!! Quem quiser comprar, me fala que eu indico o vendedor lá no Mercado Livre. O melhor preço de todos, completinho com trocador, capota, regulagem de altura, bolso lateral e até uma prateleira para colocar o material da troca de fraldas.
E de brinde, 3 bichinhos de pelúcia pendurados na capota. E um presentinho especial da vendedora: um mordedor.
Adorei!!!
Fiquei apaixonada!!!

E adivinha quem estreou o berço e o trocador?
Hahaha... a irmã mais velha! Trudy!!!

É daqui que vou ficar de olho nele, mamãe?

Deixa comigo!!! Eu amacio essa bagaça pro Diogo!!!

É isso, meninas... passado o susto inicial, cá estamos nós curtindo nosso meninão.
Comecei a providenciar algumas coisas pra decoração do quarto dele, e pensando em mil coisas ao mesmo tempo. A gente acha que 9 meses é muito tempo, mas aí espera o primeiro trimestre passar (junto com a possibilidade de abortamento) e quando vê tem menos de 6 meses para ir atrás de tudo!!! Me restam pouco mais de 4 meses. Bora correr!!!

Beijocas!!!

domingo, 29 de agosto de 2010

Tem um pinto dentro de mim - sem nenhuma conotação sexual


O pinto do meu filho

E daí que desde o começo eu achava que era uma menina. Mas tentava bloquear esse "achar" porque eu sabia que meu inconsciente poderia estar sendo influenciado por ele mesmo - já que eu sempre quis ser mãe de menina e achar (continuo achando) que não levo o menor jeito para cuidar de meninos. Nunca entendi como funciona essa coisa de menino ter de fazer xixi de pé, dessa mania de quebrar e queimar tudo, dessa coisa desenfreada que eles têm de querer tudo ao mesmo tempo agora... e de não conseguir pensar e fazer duas coisas ao mesmo tempo.
E aí a gente vai ouvindo 5 mil pessoas falando: aaaaah, é menina, você tá com espinha; sua barriga tá espalhada, é menina; seu nariz mudou, é menina; ah, de longe eu soube que é menina... Aí uma sonha que tá grávida de menina, e chuta que sou eu; marido acha que é menina por causa do dia que encomendamos à cegonha... e por aí vai.
Bom... de qualquer forma, mesmo querendo muito uma menina, eu sempre pensei: eu quero um bebê saudável, independente do sexo. Quero ser mãe (egoísta pra caramba), e não importa quem nasça de mim.
Aí eu pensava nos nomes de meninos, e não gostava de nenhum. Até gostava, mas não era aquela coisa de "eu me imagino chamando meu filho por esse nome".
Mas aí fomos fazer a ultrassonografia, com o palpite para menina da ultra de 12 semanas. E aí... menino. Caiu um balde de água fria na minha cabeça. Mas na mesma hora, vendo lá aquele cachinho de uvas com duas setinhas apontando pra ele, e a médica escrevendo "piu piu", a coisa tomou forma.
Demorei a entender, mesmo porque o diagnóstico de placenta baixa foi mantido, e eu tinha vontade de chorar por causa disso. Mas tinha medo de chorar e o marido não entender que era esse o motivo do choro, achar que era por causa do menino.
E aí decidimos que o nome vai ser Diogo. O primeiro nome escolhido desde o começo.
E hoje eu assisti ao DVD e fiz fotos. E aí vim compartilhar com vocês.
Gente, eu não to triste, tá? Sério mesmo!!! É só uma questão de acostumar com a ideia. Sou menina, né? Sei cuidar de menina. rs
Mas eu tenho o Davi pra ir treinando enquanto isso... ;)
Agora olha essa carinha linda, que tava lá tomando o líquido amniótico.

Diogo vai ser narigudinho igual o pai!!!

E aí que ontem ele resolveu fazer a festa na minha barriga. Eu que não tinha certeza se era ele que eu sentia, tive certeza absoluta que ele vai amar o pai. Marido colocava a mão, ele pulava, dançava e rodava.
E eu senti que to lascada de vez... imagina dois homens não ouvindo nada do que eu falo? Trudy, sobrou pra ti!!!
Bom, meninas, é isso... agora eu to assim... imaginando a carinha, o cabelo, o nariz, a mão... e to louca pra ter nos meus braços esse coisico que mudou minha vida pra todo o sempre.
Tem como não amar um filho?
Ele poderia ser roxo com bolinhas verdes, que eu ia amar do mesmo jeito!!!
Beijos e boa semana pra todo mundo!

sábado, 28 de agosto de 2010

Para o mundo que eu quero descer na pracinha!

Gente, quanta coisa numa única cabeça gestante.
Medo, insegurança, ânimo, tristeza, ansiedade, tranquilidade...
Aí a gente fica nessa oscilação de pensamentos e humor. Chora à toa (à toa é o escambau!) e ri demais.
Calor e frio são sinônimos e antônimos, depende do minuto. Sim, porque num minuto tá todo mundo roxo, encapotado, e eu lá fresca como numa tarde de primavera. E no outro minuto eu me enfio nas cobertas até a orelha e bato os dentes.
Aí nasce o filho da prima, que eu acompanhei tão de perto dentro da barriga e quero acompanhar tão de perto quanto aqui do lado de fora.
Aí tem consulta com a GO e ela fala que engordei demais no último mês (fruto do descaso o car@¨#*, eu tava de repouso por causa do pé, e se como e durmo, engordo mesmo... metabolismo lento é uma meleca); que ter mais enjoo no segundo trimestre não é comum mas é normal (oi?), e que acontece; e a pior notícia do dia: eu não posso ir pra Hidro ou pro Pilates, como previa, porque minha placenta está baixa e eu devia fazer um leve repouso (quer dizer, eu posso me desgastar no trabalho, mas Pilates eu não posso!). E lá se vai meu sonho de ser uma grávida saudável, de ter uma vida tranquila e de um parto normal.
Ela falou pra eu fazer a ultra de hoje com a desculpa de ver a placenta, se já subiu. E aí aproveitava pra ver o sexo. E eu achando que ia lá, linda e formosa, só ver se é menina ou menino.
Aí venho com tudo isso na cabeça, hormônios no sangue, e um bebê que tem coração e cérebro na minha barriga, contando um causo pro marido e percebo que ele não tá prestando atenção (sim, dá pra saber... é só falar de uma rua por onde vocês sempre passam e perguntar "sabe?"; se ele responder que não, é porque não ouviu uma mísera palavra do que você disse). Eu sempre esqueço dessa miséria que é o cérebro masculino, que é incapaz de acertar o buraco do vaso com o xixi ou de dirigir e conversar ao mesmo tempo. Eis que eu reclamo que ele não tá prestando atenção em NADA e ele GRITA: Eu to dirigindo e tá trânsito!!!
Hormônios pra que te quero? Lá vou eu ter um baby blue?
Comecei a chorar e só parei chegando em casa, porque minha mãe estava aqui e não precisava ver minha cara vermelha e inchada.
Mas depois ele veio, cheio de dedos, pedir desculpa. Ele sabe quando pisa na bola. Isso ele consegue fazer ao mesmo tempo que outras coisas.
Bom... aí eu não dormi direito, chorei de madrugada, acordei com dor na barriga e no pé (inchado até a morte) e chorei no colo dele. E resolvi não ir trabalhar. Porque eu não vou ficar chorando no banheiro e explicando minha cara vermelha inchada pra ninguém.
E quando me sentia melhor, fui à casa da minha prima ver o bebê e fazer umas fotos. Gente, que coisa pequena e delícia!!! Boca de coração, olhos puxados, sobrancelhas loiras... Branco como a família de onde veio, branco assim... azuladinho, sabe? rs
Aí abraço o primogênito da família (o neto mais velho veio da filha mais nova... a neta do meio veio da filha do meio... e o neto mais novo veio da filha mais velha), e me dá uma vontade louca de ter logo 3 ou 4 filhos... pra ter aquele monte de abraço em casa todos os dias...
Então eu durmo, feliz depois de um dia abençoado ao lado da família linda que Deus me deu, e de uma noite tranquila com o marido que Ele me mandou.
E acordo 4h20 de um sonho estranho e real. Morrendo de medo de ser verdade. Eu, grávida de 19 semanas, concebia gêmeos de umas 6 ou 7 semanas, pelo formato deles no video da ultrassom. Ótimo, eu pensava. Agora que eu não vou mesmo ter parto normal, e não vou ter chance nunca mais, já que 3 de uma vez vai ser suficiente pra minha vida.
E os medos? Deus, não faça isso comigo!!! Acho que eu morro! O marido, no sonho, adorava a notícia... nem pensava nas adaptações pelas quais nossa vida teria de passar. Mais 2 berços, 3 vezes o número de fraldas, 3 bocas pra amamentar, e eu só tenho 2 seios, graças à natureza perfeita que não me deu 4 pares de tetas como nos outos tantos mamíferos.
Aí eu não consegui mais dormir...
E eu lembrei do Renato, do blog Diário Grávido, que passou por medos durante a gravidez da mulher... e agora passa por tudo de novo, com mais intensidade, já que 3 crianças comem mais do que duas! Pobre Renato... sorte a nossa, que teremos mais um livro. Eba!
Bom, tudo isso sem contar que eu espirro e a barriga dói. Eu tusso, a barriga dói. Eu vou ao banheiro e não sai nada, porque o intestino está preso e nem Activia resolve. E meus seios pararam de doer, mas apareceram estrias. E na barriga, que nem cresceu tanto assim ainda, já tem 3 pontinhos vermelhos lá embaixo apesar dos litros de cremes.... aff!
Para o mundo que eu quero descer. E vê se para na pracinha?
Vamos parar com as reclamações agora, faz favor?
Vamos ver uma foto linda do menino lindo que me inspirou tanto essa semana?

A mamãe Helena e o lindo Davi. Amado por todos nós, e com certeza um dos bebês mais calmos que já vi na vida. Já falei com a pança: aprende com o priminho, tá, nenê? Mamãe agradece.
Ele dorme bem, não chora quase, e mama direitinho. É econômico e tenta comer o "queijinho" da regurgitação. rs
Lindos, amo vocês dois, viu?
E uma outra hora eu mostro as artes que nós duas fizemos pra decoração do quarto e as lembrancinhas.
Obrigada por aguentarem meus desabafos, mas é que "das veiz" a gente cansa, né?
Beijocas

PS: Volto mais tarde para contar o resultado da ultra. ;)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Com açúcar, chocolate e afeto

E aí eu tive desejo de comer bolo de chocolate. Nega maluca, sabe? Chocolate com chocolate e chocolate.
Aí eu fiz, comi e tô aqui cheia de azia.
Mas não era sobre isso que eu ia falar, era sobre o bolo. Meleca. Fiz o bolo conforme manda o figurino - tirando a parte que eu troquei a batedeira pelo mixer, que tava mais fácil na hora.
Aí untei com a "margarina que vem do milho", que era o que tinha à mão na hora. Me lasquei toda!
A porcaria da margarina não derrete, logo, a farinha aderiu, mas não ajudou na hora de desenformar o bolo. Ficou uma camada de uns 2 dedos grudada no fundo da assadeira. Aí eu me empolguei, joguei leite condensado na parte já desenformada, marido ajudou a desenformar e grudar o resto, joguei uma calda por cima, gotas de chocolate por cima de tudo, e tá aí o resultado.


E como diria Simba, Timão e Pumba: Viscoso... mas gostoso!
Heheheh
E aí você acha que ficou horrível? Pior que não... ficou bom pra caramba! "Macio, fofinho, e não machuca a gente" (Papel higiênico, lembra??? hahaha). Até a hora da azia.
Mas isso é porque grávida tem azia mesmo, né? Fazer o quê?

Então você vira pra mim e fala: vai dar a porcaria da receita ou vai ficar miguelando essa bagaça? (Lembrei da minha amiga Mariana, que tudo era bagulho... falei pra ela que um dia a polícia ia ouvir e levá-la presa para esclarecimentos!)
Bom, então vamos à receita (que eu fiz, e não a original, tá?

Bolo de chocolate da Raquel (porque eu adaptei, então é minha!)

- 2 ovos
Bater até dobrarem de volume
- 1 1/2 xícara (chá) de açúcar
- 3/4 xícara (chá) de óleo
- 3/4 xícara (chá) de chocolate em pó
Juntar os 3 aos poucos, ainda batendo.
- 1 1/2 xícara (chá) de água fervendo
Junta aos poucos, intercalando com
- 1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
Ao final, junte 1 colher (sobremesa) cheia de fermento em pó.

Unte e enfarinhe a assadeira, leve em forno médio pré-aquecido, e em 10 minutos está assadinho. Mas nada que espetar com um palito não mostre com mais precisão, ok? Ele tem que sair sequinho.

É isso... mole, né?
A casquinha fica crocante, e a massa fofinha fofinha.
A calda eu fiz a olho, de leite, leite em pó e o achocolatado que é "energia que dá gosto".

E agora, para alegria geral da nação, a foto das 16 semanas.
=D



A pancinha crescendo.
;)

E mais uma notícia: Davi nasceu. O bebê da minha prima, da sessão de Fotos de Grávida, chegou essa madrugada. Ainda não tenho os dados, mas assim que os tiver, estarão aqui.


Beijocas!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fotos de grávida


Oi, meninas.
Não, não são minhas fotos de grávida!!!
Minha prima deve dar à luz Davi - nosso segundo menino, terceiro neto da mãe dela, mas primeiro filho dela - até dia 28 - quando eu saberei se carrego dentro de mim Olivia (mudei o nome e depois explico) ou Diogo (era a primeira opção, e sendo complicado aos pais - marido e eu - escolher outros nomes de menino).
Aí, sendo assim, com 38 semanas e 6 dias, partimos para o Horto de São Vicente (agora chama Parque Ecológico Voturuá, mas não rola... rs) para fazer alguns (mais de 200) cliques. Como estava em reforma, e sem parquinho, viemos aqui na orlinha perto de casa (eu não moro na praia, mas tenho orla) fazer mais umas fotos. Ela roxa de frio, mas de casaco não fica lá muito bom, né? rs
Selecionei 24 fotos.
Ufa!
E aqui seguem.
Espero que gostem, viu???

























Gostaram?
Espero que sim!
Beijocas!!!

PS: Comentários idiotas e sem noção serão apagados. Pior ainda se não tiverem lido o post e não tiverem deixado um e-mail para contato. Gente burra não será tolerada.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O pé da discórdia

É... sei que sumi. Mas é que essa minha vida anda tão desanimada...
Bebê quietinho (a) lá dentro, e a médica da ultrassom deu palpite para menina. =D
Vamos esperar.
Estou há um mês em casa, meio de cama, só de repouso. Por quê? Tendinite no pé. Coisa louca, né? Eu não digito com os pés, não escrevo com os pés, não cozinho com eles, nem seguro agulha ou pincel. E agora? Tendinite é assim: ou você toma antiinflamatório, ou você faz repouso. Não posso a primeira opção por causa da pança. ¬¬
Aí só saio de carro com marido para ir ao mercado ou comprar coisas para a criança.
Sábado encomendamos a cômoda e trouxemos para casa a banheira. Liiinda!!!
O carrinho que gostamos não cabe no porta malas do carro. Ok, compra outro carro! Ou troca de modelo de carrinho, né? Fazer o quê? Trocar de carro agora é a coisa mais distante em nossos pensamentos.
O berço ficou por conta do meu sogro. Ele quer dar, ele vai dar. (:D) Um modelo lindo que ameeeei, com todas as medidas que eu quero, com rodízio de silicone e travas nas 4 rodas. ;)
Por isso eu ando assim, distante daqui.
Sem muitas novidades.
Ah! Comprei um conjuntinho de camiseta e calça unissex, e ganhei um par de sapatinhos vermelhos. Mas tá que eu tirei fotos!
Preguiça manda em mim!!!
Cansei de ficar presa em casa e agora fico inventando desejo pra poder dar uma volta de carro, nem que seja um sundae do Mc Donnald's.
Espero sarar logo.
Sábado vou encarar a dor e vou fazer fotos da minha prima hiper grávida (38 semanas e 6 dias no dia - 14/8). Assim que estiverem prontas eu posto umas aqui, tá?
Essa mesma prima, apesar da super barriga, veio aqui em casa alguns dias para a gente fazer arte juntas. Fizemos o móbile e o enfeite de porta, e começamos as lembrancinhas de nascimento, tudo em feltro, bordadinhos a mão. Lindos lindos. Também vou fotografar e colocar aqui.
Agora me vou. Vim só dar uma satisfação de leve. Pra mim mesma, já que ninguém comenta aqui (momento grama gestante).
Beijocas

terça-feira, 15 de junho de 2010

Primeiros suspiros de um pai



Ai ai... cá estou eu de volta ao tema.
É que é mesmo irresistível.
Como pode um embrião tão pequenininho (sétima semana, deve ter pouco mais de 13mm, algo como um grão de feijão) causar tanta mudança na vida de um casal?
Em mim as mudanças são físicas. Seios crescendo, cabelos caindo, seios crescendo. Sim. Só isso. Não tenho enjoos brutais, não vomitei nenhuma vez, e só faço xixi durante o dia. Durmo bem a noite toda, e não ando indisposta.
Mas e ele? Por que ele mudou tanto?
Ele chega em casa, e quer saber como estou me sentindo. Faz graça com o tamanho dos meus seios - que eu já chamo de tetas, pois é nisso que vão se transformar em pouco mais de 7 meses - e entra no meu banho para olhar a barriga. Reclama se eu não quero comer, pergunta se passei o hidratante contra estrias. Reclama se comi muito, e pergunta se marquei médico e fiz os exames.
Sempre pergunta como estão as coisas, mesmo que tenha falado comigo há menos de uma hora.
E isso é tão estranho para mim... ele nunca foi muito perguntador. Sempre se preocupou comigo, mas isso é demais. Acho que ele tá virando pai.
Ele chorou quando contou ao pai sobre a gravidez. Acho que pensou: um dia vou ver essa cena se repetir diante de mim.
Ele pergunta de que tamanho está o girininho (eu chamo assim por enquanto), e assiste às ultrassonografias que vejo no YouTube.
Eu mostro as fotos da decoração que pretendo fazer e ele fala: e se for menina?
Falo de nomes, e ele fala primeiro uns nomes legais, depois parte pra brincadeira - ele não seria ele se não brincasse.
A alegria acumula, e quando suspira... parece que dói no peito.
Chega em casa, pega o violão - que comprou há 2 anos do meu irmão e até então quase não tinha tocado, nunca pra mim - e me chama: vem aqui, vou tocar pro bebê.
É... um filho muda mesmo a vida de um homem.

Se ele faz isso com a Trudy, imagina o que vai fazer com o(a) nenê?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

E no meio de tanta gente, escolhi você

Eu sei, mudei a letra da música. Mas foi de propósito.
Hoje eu resolvi falar um pouco de mim. Coisa que não vai ser rara por aqui de agora em diante.
"Daqui pra frente tudo vai ser diferente" (na voz do Flausino, ok? Roberto Carlos é "so last life").
De hoje em diante, eu vou contar, de vez em quando, da minha aventura na vida. A dois. E agora a três (ou mais, quem sabe?).

Uma tarde, lá no começo do namoro, depois de muito amor e carinho (muito bem prevenido, diga-se de passagem), o Amor olhou pra mim e falou, com a mão sobre minha barriga: Sabe? Não é o que eu quero pra gente, mas... se eu tivesse um filho com você AGORA, eu seria o homem mais feliz do mundo.
Me deu medo. De verdade. Eu não tinha nem entrado na faculdade, nem tinha um emprego legal, ele estudando, morando em São Paulo, trabalhando muito. Não era o momento. A gente nunca poderia dividir as trocas de fralda ou as horas em claro por causa de uma cólica. Ia acabar com o namoro recente, e talvez atrasar diversos planos. Mas hoje eu teria um cotoco de cinco, seis anos, correndo e gritando: mãe, liga o Playstation pra eu ganhar de você no Guitar Hero do Aerosmith!
Ah, o Aerosmith... eu não teria visto meu Steven duas vezes, o Ozzy, AC/DC, Metallica.
Mas teria amamentado, teria ido à escolinha e visto seu sorriso se misturar a outros tantos no meio da brincadeira. Teria recebido corações de papel no dia das mães, ido ao parque no domingo, ensinado a pular corda ou andar de bicicleta.
Mas não teria feito a faculdade de jornalismo, e hoje trabalharia mais do que já trabalho. Não teria as tardes livres para orientar no dever de casa ou curar um joelho ralado.
E nessas divagações do que seria ou não seria caso aquele dia eu tivesse engravidado e feito meu amado o homem "mais feliz do mundo", eu chego nos dias atuais.
A gente pensa, se prepara, compra apartamento na planta (em São Paulo), resolve que quer viver junto, deixa o apartamento construindo e compra uma casa na cidade da praia.
Monta a casa e adia certos móveis e eletrodomésticos que julga menos importantes para o funcionamento de um lar. Aí um dia, um vira pro outro, de comum consenso e pensamento, e resolve: vamos ter um bebê. E decidimos que engravidaríamos em maio. Se não fosse em maio, que fosse depois disso. Assim o bebê nasceria no próximo ano, quando acaba a pós do agora marido.
Em 4 de fevereiro minha cartela de pílula está na última bolinha. Olho para ele e digo: é a última. Amanhã começa uma nova vida.
Na tarde do mesmo dia, depois do trabalho, sem nem almoçar corro para o hospital. Minha amiga entra na materdidade para um parto cesárea, quando dará à luz Arthur, meu afilhado. Ele nasce forte, grande, lindo. No dia seguinte, posso conhecê-lo e segurá-lo em minhas mãos. Quando a mãe se afasta, ele resmunga no berço. Na qualidade de madrinha, me sinto na obrigação de acalentar o pequenho Thutu. Nos meus braços, com minha voz baixinha no ouvido, ele se acalma. Minha mãe falou que foi o amor que coloquei nas palavras que o tranquilizou. Sem mais resmungos, ele dormiu no meu colo.
Naquele dia, vendo minhas habilidades recém adquiridas em ninar um pequeno tão pequeno, vejo como é grande a responsabilidade daquela vida em minhas mãos. Um corpo que não tem imunidade, que não suportaria uma queda ou um vírus, ali no meu cuidado.
A realidade de ser mãe se aproximava. Nada de divagações, sonhos acordada de como teria sido. O dia em que as fraldas seriam na minha casa e o choro me acordaria estava mais próximo do que nunca.
Saí do hospital cansada de um dia corrido, mas com energia para correr atrás. Fui buscar o diploma que me esperava há quase um ano na secretaria da Universidade.
Aquele mês passou, e junto com ele foi-se o sonho de engravidar rápido. Não sei porque essa ideia de engravidar logo em fevereiro. Sempre quis passar um Natal com a maior barriga do mundo. Um aniversário meu, talvez. Mas o Natal era primordial.
Março veio, com ele meu aniversário, e de novo se foram os espermas gastos.
Em abril, um sinal. Minha menstruação desceu numa sexta, e no sábado nem sinal dela. Me assustei. Domingo à noite voltou ao normal, mas com um fluxo muito acima do que tinha acontecido antes. A tristeza por mais uma vez não ter conseguido deu lugar a um pensamento de esperança: "vamos engravidar em maio, vai ser o presente de aniversário perfeito para ele".
Maio veio. Dia 10, a aula de pilates aqueceu meus músculos e abriu a pélvis. Eu entrava no período fértil, e o clima de romance do aniversário nos deu uma noite incrível.
No dia seguinte, olhei meu ventre e pensei: Será?
Dali em diante a certeza me perseguia, e quando eu via uma barriga grávida na rua, me dava vontade de rir e chorar.
A TPM começou, e então eu fiquei emotiva. Os seios incharam, algumas espinhas apareceram onde eu não as tinha visto mais desde a adolescência, retensão de líquidos, e aquela oscilação terrível de humor. Começaram as azias, fortes, coisa que não acontecia mais há muito tempo. Estranhei os sinais, e tive ainda mais esperança.
Dia 26, que era o dia D, nada. Dia 27 e 28 também. Dia 29, show do Aerosmith, e eu pensando: talvez a última vez que eu vá ver o Steven de perto. Medo de acontecer algum acidente por aqui, mas muita vontade de fazer xixi. E sede. O show transcorreu perfeitamente, e nenhum sinal. Viemos para casa e eu com o pensamento na minha barriga. Domingo, falei para ele: amor, acho que foi dessa vez que encomendamos nosso herdeiro. Ele pediu que eu esperasse, mas a ansiedade morava em mim.
Segunda liguei pra minha médica e pedi a guia para o Beta HCG. Fui ao laboratório em que minha amiga trabalha, coletei sangue e esperei o resultado em casa, em frente ao computador. Quando ele chegou em casa, dei o resultado: inconclusivo. 41,48 mUI/L, muito próximo dos 50 para reagente, muito distante dos abaixo de 10 para não reagente. Uma pntinha de esperança pairava no ar.
Vendo que eu não ficaria bem em casa, me levou ao pilates. No meio da aula, refluxo e tontura. Ele me buscou e eu chorei no carro, deitada em seu colo. E se eu realmente estivesse grávida, mas não tivesse um bebê saudável dentro de mim? E se eu fosse perder aquele sonho assim, por causa de nada?
A segunda-feira acabou em um pote de sopa.
A terça-feira começou com ansiedade e a triste notícia às amigas mais próximas do tema. Quarta-feira, muito enjoo, muito sono, fiquei em casa. Fiz o teste da tirinha na urina que peguei no posto de saúde. Nenhum dos dois funcionou. O exame de segunda mandava repetir no sábado, e assim foi. Asiedade mil até lá e chegou o dia. 20 minutos antes da hora, saiu o resultado.
Reagente em mais de 399 mUI/L. Gravidíssima.
Chorei, sorri, pensei. Como vamos contar pra família?
Contei pras amigas ansiosas, que pularam e gritaram.
Fomos a um aniversário e contamos a novidade aos amigos que estavam lá, que nos deram os parabéns e desejaram tudo de bom para nós três (ou quatro? oO).
Domingo foi o dia de contar pra família, informar os amigos que ainda não sabiam, e mais comemorações.
Hoje eu estou aqui. Uma semana depois do exame positivo, as emoções aumentaram. Os enjoos passaram por um sobe-desce desenfreado. E as mamas estão cada dia maiores.
E agora eu divago sobre o dia em que a barriga crescer, quando ela (a criança) ou ele (o nenê) vai estar entre nós, quando vou poder ensinar a andar de bicicleta, cobrar o dever de casa bem feito, pedir para esperar o jantar para comer o doce.
E penso em como eu não poderia ter escolhido melhor um pai para os filhos que ainda terei. Ele chega em casa e pergunta se eu já sinto alguma coisa, se estou melhor (mesmo que não tenha tido nada), olha se a barriga está crescendo. Entro na sétima semana contando os dias para a ultrassonografia, quando teremos certeza das minhas contas, e mais certeza ainda de que esse foi o presente de aniversário perfeito para ele. E o melhor presente que Deus poderia me dar.
Um bebê.

E para ilustrar o milagre da vida, o milagre do dia é um arco-íris, muito comum nessa época em que a chuva cai ao mesmo tempo que o sol brilha.
Além do arco-íris há um lugar onde eu posso todos os meus sonhos realizar. E um pote de ouro te espera lá, do outro lado.