sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fotos de grávida


Oi, meninas.
Não, não são minhas fotos de grávida!!!
Minha prima deve dar à luz Davi - nosso segundo menino, terceiro neto da mãe dela, mas primeiro filho dela - até dia 28 - quando eu saberei se carrego dentro de mim Olivia (mudei o nome e depois explico) ou Diogo (era a primeira opção, e sendo complicado aos pais - marido e eu - escolher outros nomes de menino).
Aí, sendo assim, com 38 semanas e 6 dias, partimos para o Horto de São Vicente (agora chama Parque Ecológico Voturuá, mas não rola... rs) para fazer alguns (mais de 200) cliques. Como estava em reforma, e sem parquinho, viemos aqui na orlinha perto de casa (eu não moro na praia, mas tenho orla) fazer mais umas fotos. Ela roxa de frio, mas de casaco não fica lá muito bom, né? rs
Selecionei 24 fotos.
Ufa!
E aqui seguem.
Espero que gostem, viu???

























Gostaram?
Espero que sim!
Beijocas!!!

PS: Comentários idiotas e sem noção serão apagados. Pior ainda se não tiverem lido o post e não tiverem deixado um e-mail para contato. Gente burra não será tolerada.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O pé da discórdia

É... sei que sumi. Mas é que essa minha vida anda tão desanimada...
Bebê quietinho (a) lá dentro, e a médica da ultrassom deu palpite para menina. =D
Vamos esperar.
Estou há um mês em casa, meio de cama, só de repouso. Por quê? Tendinite no pé. Coisa louca, né? Eu não digito com os pés, não escrevo com os pés, não cozinho com eles, nem seguro agulha ou pincel. E agora? Tendinite é assim: ou você toma antiinflamatório, ou você faz repouso. Não posso a primeira opção por causa da pança. ¬¬
Aí só saio de carro com marido para ir ao mercado ou comprar coisas para a criança.
Sábado encomendamos a cômoda e trouxemos para casa a banheira. Liiinda!!!
O carrinho que gostamos não cabe no porta malas do carro. Ok, compra outro carro! Ou troca de modelo de carrinho, né? Fazer o quê? Trocar de carro agora é a coisa mais distante em nossos pensamentos.
O berço ficou por conta do meu sogro. Ele quer dar, ele vai dar. (:D) Um modelo lindo que ameeeei, com todas as medidas que eu quero, com rodízio de silicone e travas nas 4 rodas. ;)
Por isso eu ando assim, distante daqui.
Sem muitas novidades.
Ah! Comprei um conjuntinho de camiseta e calça unissex, e ganhei um par de sapatinhos vermelhos. Mas tá que eu tirei fotos!
Preguiça manda em mim!!!
Cansei de ficar presa em casa e agora fico inventando desejo pra poder dar uma volta de carro, nem que seja um sundae do Mc Donnald's.
Espero sarar logo.
Sábado vou encarar a dor e vou fazer fotos da minha prima hiper grávida (38 semanas e 6 dias no dia - 14/8). Assim que estiverem prontas eu posto umas aqui, tá?
Essa mesma prima, apesar da super barriga, veio aqui em casa alguns dias para a gente fazer arte juntas. Fizemos o móbile e o enfeite de porta, e começamos as lembrancinhas de nascimento, tudo em feltro, bordadinhos a mão. Lindos lindos. Também vou fotografar e colocar aqui.
Agora me vou. Vim só dar uma satisfação de leve. Pra mim mesma, já que ninguém comenta aqui (momento grama gestante).
Beijocas

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Noite da pizza em casa

Quem gosta de pizza levanta a mão! o/
Hoje começa o fim de semana, e sexta, sábado e domingo são dias de pizza pra maioria de nós, né?
Estejamos de dieta ou não.
Domingo passado eu encarei a mão na massa e copiei uma receita de massa que prometia ficar IGUAL à de uma famosa rede de pizzarias fast food. Mas não ficou. Ficou melhor! rs
Aí eu resolvi postar a receita aqui. Pena que não tirei foto para vocês verem o resultado. :/
Ficou tão boa que já tá marcada mais uma noite da pizza, agora com amigos, pro próximo final de semana.



As medidas e os ingredientes originais da receita estão entre parênteses. Era para dar 3 pizzas, e eu só queria duas. reduzi pela metade e deu na conta certa. Então deve dar para 4 pizzas, na verdade. rs
Pizza "Hot"

(300ml) 200ml de água morna
(1/4) 1/8 xícara de chá [ou uma colher de sopa bem cheia] de leite em pó (a receita original pede desnatado, eu usei integral instantâneo mesmo, que era o que tinha em casa)
(1/2 colher de chá) 1 pitadinha de sal
(5) 2,5 xícaras de chá de farinha de trigo [pode-se usar integral também]
(1) 1/2 colher de sopa de açúcar granulado
(30g de fermento biológico) 10g de fermento seco intantâneo - usei meio envelope da Fleischman
(2) 1 colher de sopa de óleo para a massa
óleo para untar as assadeiras

Misture bem o fermento, açúcar, sal e leite em pó em um vasilha. Junte a água morna, misture bem e deixe descansar por 2 minutos.
Junte o óleo e misture bem. Junte a farinha aos poucos até formar uma massa que desprenda grudenta dos dedos. Jogue o restante da farinha na mesa e sove por mais ou menos 10 minutos.
Divida em 2 (3) bolas iguais e deixe descansando por 15 minutos.
Unte as assadeiras com bastante óleo (+- 45ml em cada), abra a massa em uma superfície enfarinhada e coloque na assadeira. Passe manteiga (derretida com óleo) nas bordas (+-2cm) e leve para descansar no forno aquecido - e apagado - por uns 35 minutos (a receita original pede 2 horas... eu achei muito, e que o forno esfriaria nesse meio tempo).

Hora - de montar a pizza - da diversão!

Antes de espalhar o molho, eu dei uma amassadinha nos "discos", porque eles cresceram e ficaram muitoaltos.
Molho pronto (eu uso Pomarola natural daquele de saquinho mesmo); umas 3 colheres de sopa em cada disco (eu fiz retângulo e quadrado... rs). Respeite a borda.
Cubra com a muçarela e mande ver na criatividade.
Eu fiz uma com salame e queijo marechal - vindo diretamente da Suíça pra minha casa, porque eu sou chique e tenho amigos que moram lá, na terra do melhor queijo (e chocolate) do mundo.
E a outra eu fiz de lula. Já tinha comido pizza de lula em Ilhabela e estava doidinha de vontade. Cortei os anéis da lula limpinha, temperei com sal, alho e pimenta do reino branca. Aqueci uma panela com azeite, refoguei a lula e dispus os anéis sobre a mussarela. Por cima, queijo do reino ralado.
Nas duas eu mandei ver na salsinha picada, porque eu não curto orégano.
Asse até dourar as bordas - pode dar uma espetadinha pra saber se está pronto - e o queijo ficar beeem derretido.

Agora é só curtir.
Sirva com um vinho argentino ou chileno, ou uma cervejinha, ou um refri mesmo.
Chame os amigos e se joga no sofá com um filme bem bom...
Ou fique só com o gato mesmo... se ele te ajudar a preparar a pizza vai ser muito mais legal!

Beijocas!!!

PS: Não esqueça de colocar o avental. Eu não coloquei e fiquei suja de farinha dos seios pra baixo!!! rs
PS2: Desencana da louça! Aproveita pra descansar depois da pizza, tá?

terça-feira, 20 de julho de 2010

De dentro do coração

(Nossa foto mais recente - fim de junho, já com nenê dentro de mim)

Eu não sei desde quando, nem onde nem porque eu descobri meu amor por você
Foi assim, uma coisa que nasceu, cresceu e tomou formas e cores que eu nunca imaginei ver.
Não vou dizer que foi fácil passar por esse sentimento - porque não sabia se era correspondida, se sofreria... mas que se dane o sofrimento. Todo benefício passa antes pela dor, não é?
E como eu sofri. Quando ligava e você dizia que não ia me ver, quando eu falava sobre assumir um relacionamento, ou quando alguém me falava: desiste!
E aí um dia eu quase desisti. E você percebeu, e me fez perceber, que o amor era recíproco.
E daquele dia em diante minha vida se tornou sua. E a sua, minha. Sabíamos o que o futuro nos preparava - uma casa juntos, filhos, cachorros, viagens e jantares a dois.
Não sabíamos como seria, o que viria primeiro, qual a intensidade.
E aí os sonhos de um se tornaram os sonhos do outro. Os objetivos e as decisões nasceram juntos e foram se realizando aos poucos.
Ainda temos muito por realizar, eu sei. Mas estamos em um momento incrível dessa viagem rumo ao infinito. Estamos criando nossa família.
E se alguém um dia me perguntasse o ponto alto desse nosso amor, eu não saberia responder um só. Mas o principal, pra mim, é esse companheirismo. Essa coisa de ligar para saber se eu melhorei, ou se você foi ao médico. Essa coisa de levar café na cama ou fazer o jantar com um vinho especial. Essa emoção dividida de ter o resultado positivo ou de ouvir aquele coraçãozinho batendo. As mãozinhas e perninhas crescendo dentro de mim.
Isso que você tem de dar bom dia antes de sair e dizer que me ama, ou de chegar e fazer festa com a Trudy.
Essa sua responsabilidade com as coisas do trabalho, dos estudos, da casa, e comigo.
Eu esqueço seus defeitos, você não aponta os meus, e a gente se entende.
Dá pra falar que só tem uma razão pra te amar assim? E dá pra ter razão no amor? O poeta falou que o coração tem razões que a própria razão desconhece. E é isso. Quem explica o amor, consegue descrever esse sentimento, não sabe o que é amor de verdade.
E isso tudo pra poder falar pra você, que esse amor cresceu, e vai crescer mais. Porque amor de verdade não pára nunca. E não acaba. E não morre.
E depois... bom, lá na frente, depois de tudo, depois desse corpo e dessa vida, eu espero te encontrar de novo. E viver esse amor novamente.
Porque amor que é amor, dura pra eternidade.
E que assim seja.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Primeiros suspiros de um pai



Ai ai... cá estou eu de volta ao tema.
É que é mesmo irresistível.
Como pode um embrião tão pequenininho (sétima semana, deve ter pouco mais de 13mm, algo como um grão de feijão) causar tanta mudança na vida de um casal?
Em mim as mudanças são físicas. Seios crescendo, cabelos caindo, seios crescendo. Sim. Só isso. Não tenho enjoos brutais, não vomitei nenhuma vez, e só faço xixi durante o dia. Durmo bem a noite toda, e não ando indisposta.
Mas e ele? Por que ele mudou tanto?
Ele chega em casa, e quer saber como estou me sentindo. Faz graça com o tamanho dos meus seios - que eu já chamo de tetas, pois é nisso que vão se transformar em pouco mais de 7 meses - e entra no meu banho para olhar a barriga. Reclama se eu não quero comer, pergunta se passei o hidratante contra estrias. Reclama se comi muito, e pergunta se marquei médico e fiz os exames.
Sempre pergunta como estão as coisas, mesmo que tenha falado comigo há menos de uma hora.
E isso é tão estranho para mim... ele nunca foi muito perguntador. Sempre se preocupou comigo, mas isso é demais. Acho que ele tá virando pai.
Ele chorou quando contou ao pai sobre a gravidez. Acho que pensou: um dia vou ver essa cena se repetir diante de mim.
Ele pergunta de que tamanho está o girininho (eu chamo assim por enquanto), e assiste às ultrassonografias que vejo no YouTube.
Eu mostro as fotos da decoração que pretendo fazer e ele fala: e se for menina?
Falo de nomes, e ele fala primeiro uns nomes legais, depois parte pra brincadeira - ele não seria ele se não brincasse.
A alegria acumula, e quando suspira... parece que dói no peito.
Chega em casa, pega o violão - que comprou há 2 anos do meu irmão e até então quase não tinha tocado, nunca pra mim - e me chama: vem aqui, vou tocar pro bebê.
É... um filho muda mesmo a vida de um homem.

Se ele faz isso com a Trudy, imagina o que vai fazer com o(a) nenê?

sábado, 12 de junho de 2010

Roupa pra namorar

Pra quem não escolheu o que vai vestir hoje com o amor... Seus problemas "se acabaram-se".
Mesmo que você vista PP ou GG.
Essas dicas servem para qualquer dia, mas como tem lingerie ou delicadezas no meio...
Et voilá!


Ignorando toda a onda de frio que está fazendo no hemisfério sul, vocês estão no Nordeste do Brasil (que vamos combinar, mesmo estando geograficamente no hemisfério sul, não dá pra incluir no inverno) curtindo um calor bom e passeando à beira-mar, comendo camarões e tomando água de côco? Aí ele te chamou para um jantarzinho romântico hoje, com direito a dormir olhando a lua na praia? Que tal um visual despojado bem charmosinho? Ou... você está aqui pelos estados sulistas mesmo, mas vocês vão comemorar amanhã de manhã num parque com um piquenique bem gostosinho?
Então que tal? Uma camisetinha básica com estampa divertida (da banda preferida dele - Beatles), um shortinho de sarja (se o frio estiver por aí, lança uma meia-calça fio 40 por baixo...), cinto de lacinho (eu amo!), um colete de malha (mas, se o frio persistir, cardigã de tricô resolve), Conversé xadrez (tá com tudo, heim?) rosa, clutch (amo amo amo) vermelha e pulseiras que unam as duas cores principais da produção - azul e rosa. Se você gosta mesmo de ser fashion, junte o chapéu de dançarino de tango que dá uma classe ao look e aproveie o clima de romance com brinquinhos fofos. Esses cupcakes são o máximo, e ele vai querer dar várias mordidinhas na sua orelha, mesmo que tenha muita comida na cesta de piquenique.

Mas aí ele te chamou pra um super jantar romântico naquele restaurante badalado cheio de mina gata e filhinha de papai (alguém gosta do perfil Paris Hilton?). Ou ele te convidou pra suar na pista de dança até não aguentar mais e depois passar a noite na casa dele, com direito a café da manhã na cama? E como você não pode deixar a peteca cair, meu bem, tá na hora de arrasar e deixar o bonitão ainda mais apaixonado por você, querendo passar direto do restaurante/balada pro M de espelho no teto. Gostou, né?
Lingerie super sexy é item obrigatório nesse look. E aqui temos duas opções pra você se esbaldar. À esquerda, vestidinho de voil tomara-que-caia com corset e calcinha super sexies e românticos; à direita, um look comportado que esconde-mostra o que ele quer ver: o bodie preto com renda (e você, claro). Pra compor, peep toe rosa shock e jaqueta de couro (lembra o que eu falei aqui sobre mistura de texturas?). Aí você me pergunta: e a bolsa? Amiga, na boa? Coloca o RG na carteira do bofe ou no bolso da jaqueta. Ele não vai ser louco de querer dividir a conta com um mulherão desses! Nem pra Paris Hilton ele negaria, vai negar pra você?

E aí? Curtiram? Espero que sim!
Nos vemos em breve com mais looks ou mais novidades sobre meu dia-a-dia pregnant!
Beijocas e Feliz dia dos namorados!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

E no meio de tanta gente, escolhi você

Eu sei, mudei a letra da música. Mas foi de propósito.
Hoje eu resolvi falar um pouco de mim. Coisa que não vai ser rara por aqui de agora em diante.
"Daqui pra frente tudo vai ser diferente" (na voz do Flausino, ok? Roberto Carlos é "so last life").
De hoje em diante, eu vou contar, de vez em quando, da minha aventura na vida. A dois. E agora a três (ou mais, quem sabe?).

Uma tarde, lá no começo do namoro, depois de muito amor e carinho (muito bem prevenido, diga-se de passagem), o Amor olhou pra mim e falou, com a mão sobre minha barriga: Sabe? Não é o que eu quero pra gente, mas... se eu tivesse um filho com você AGORA, eu seria o homem mais feliz do mundo.
Me deu medo. De verdade. Eu não tinha nem entrado na faculdade, nem tinha um emprego legal, ele estudando, morando em São Paulo, trabalhando muito. Não era o momento. A gente nunca poderia dividir as trocas de fralda ou as horas em claro por causa de uma cólica. Ia acabar com o namoro recente, e talvez atrasar diversos planos. Mas hoje eu teria um cotoco de cinco, seis anos, correndo e gritando: mãe, liga o Playstation pra eu ganhar de você no Guitar Hero do Aerosmith!
Ah, o Aerosmith... eu não teria visto meu Steven duas vezes, o Ozzy, AC/DC, Metallica.
Mas teria amamentado, teria ido à escolinha e visto seu sorriso se misturar a outros tantos no meio da brincadeira. Teria recebido corações de papel no dia das mães, ido ao parque no domingo, ensinado a pular corda ou andar de bicicleta.
Mas não teria feito a faculdade de jornalismo, e hoje trabalharia mais do que já trabalho. Não teria as tardes livres para orientar no dever de casa ou curar um joelho ralado.
E nessas divagações do que seria ou não seria caso aquele dia eu tivesse engravidado e feito meu amado o homem "mais feliz do mundo", eu chego nos dias atuais.
A gente pensa, se prepara, compra apartamento na planta (em São Paulo), resolve que quer viver junto, deixa o apartamento construindo e compra uma casa na cidade da praia.
Monta a casa e adia certos móveis e eletrodomésticos que julga menos importantes para o funcionamento de um lar. Aí um dia, um vira pro outro, de comum consenso e pensamento, e resolve: vamos ter um bebê. E decidimos que engravidaríamos em maio. Se não fosse em maio, que fosse depois disso. Assim o bebê nasceria no próximo ano, quando acaba a pós do agora marido.
Em 4 de fevereiro minha cartela de pílula está na última bolinha. Olho para ele e digo: é a última. Amanhã começa uma nova vida.
Na tarde do mesmo dia, depois do trabalho, sem nem almoçar corro para o hospital. Minha amiga entra na materdidade para um parto cesárea, quando dará à luz Arthur, meu afilhado. Ele nasce forte, grande, lindo. No dia seguinte, posso conhecê-lo e segurá-lo em minhas mãos. Quando a mãe se afasta, ele resmunga no berço. Na qualidade de madrinha, me sinto na obrigação de acalentar o pequenho Thutu. Nos meus braços, com minha voz baixinha no ouvido, ele se acalma. Minha mãe falou que foi o amor que coloquei nas palavras que o tranquilizou. Sem mais resmungos, ele dormiu no meu colo.
Naquele dia, vendo minhas habilidades recém adquiridas em ninar um pequeno tão pequeno, vejo como é grande a responsabilidade daquela vida em minhas mãos. Um corpo que não tem imunidade, que não suportaria uma queda ou um vírus, ali no meu cuidado.
A realidade de ser mãe se aproximava. Nada de divagações, sonhos acordada de como teria sido. O dia em que as fraldas seriam na minha casa e o choro me acordaria estava mais próximo do que nunca.
Saí do hospital cansada de um dia corrido, mas com energia para correr atrás. Fui buscar o diploma que me esperava há quase um ano na secretaria da Universidade.
Aquele mês passou, e junto com ele foi-se o sonho de engravidar rápido. Não sei porque essa ideia de engravidar logo em fevereiro. Sempre quis passar um Natal com a maior barriga do mundo. Um aniversário meu, talvez. Mas o Natal era primordial.
Março veio, com ele meu aniversário, e de novo se foram os espermas gastos.
Em abril, um sinal. Minha menstruação desceu numa sexta, e no sábado nem sinal dela. Me assustei. Domingo à noite voltou ao normal, mas com um fluxo muito acima do que tinha acontecido antes. A tristeza por mais uma vez não ter conseguido deu lugar a um pensamento de esperança: "vamos engravidar em maio, vai ser o presente de aniversário perfeito para ele".
Maio veio. Dia 10, a aula de pilates aqueceu meus músculos e abriu a pélvis. Eu entrava no período fértil, e o clima de romance do aniversário nos deu uma noite incrível.
No dia seguinte, olhei meu ventre e pensei: Será?
Dali em diante a certeza me perseguia, e quando eu via uma barriga grávida na rua, me dava vontade de rir e chorar.
A TPM começou, e então eu fiquei emotiva. Os seios incharam, algumas espinhas apareceram onde eu não as tinha visto mais desde a adolescência, retensão de líquidos, e aquela oscilação terrível de humor. Começaram as azias, fortes, coisa que não acontecia mais há muito tempo. Estranhei os sinais, e tive ainda mais esperança.
Dia 26, que era o dia D, nada. Dia 27 e 28 também. Dia 29, show do Aerosmith, e eu pensando: talvez a última vez que eu vá ver o Steven de perto. Medo de acontecer algum acidente por aqui, mas muita vontade de fazer xixi. E sede. O show transcorreu perfeitamente, e nenhum sinal. Viemos para casa e eu com o pensamento na minha barriga. Domingo, falei para ele: amor, acho que foi dessa vez que encomendamos nosso herdeiro. Ele pediu que eu esperasse, mas a ansiedade morava em mim.
Segunda liguei pra minha médica e pedi a guia para o Beta HCG. Fui ao laboratório em que minha amiga trabalha, coletei sangue e esperei o resultado em casa, em frente ao computador. Quando ele chegou em casa, dei o resultado: inconclusivo. 41,48 mUI/L, muito próximo dos 50 para reagente, muito distante dos abaixo de 10 para não reagente. Uma pntinha de esperança pairava no ar.
Vendo que eu não ficaria bem em casa, me levou ao pilates. No meio da aula, refluxo e tontura. Ele me buscou e eu chorei no carro, deitada em seu colo. E se eu realmente estivesse grávida, mas não tivesse um bebê saudável dentro de mim? E se eu fosse perder aquele sonho assim, por causa de nada?
A segunda-feira acabou em um pote de sopa.
A terça-feira começou com ansiedade e a triste notícia às amigas mais próximas do tema. Quarta-feira, muito enjoo, muito sono, fiquei em casa. Fiz o teste da tirinha na urina que peguei no posto de saúde. Nenhum dos dois funcionou. O exame de segunda mandava repetir no sábado, e assim foi. Asiedade mil até lá e chegou o dia. 20 minutos antes da hora, saiu o resultado.
Reagente em mais de 399 mUI/L. Gravidíssima.
Chorei, sorri, pensei. Como vamos contar pra família?
Contei pras amigas ansiosas, que pularam e gritaram.
Fomos a um aniversário e contamos a novidade aos amigos que estavam lá, que nos deram os parabéns e desejaram tudo de bom para nós três (ou quatro? oO).
Domingo foi o dia de contar pra família, informar os amigos que ainda não sabiam, e mais comemorações.
Hoje eu estou aqui. Uma semana depois do exame positivo, as emoções aumentaram. Os enjoos passaram por um sobe-desce desenfreado. E as mamas estão cada dia maiores.
E agora eu divago sobre o dia em que a barriga crescer, quando ela (a criança) ou ele (o nenê) vai estar entre nós, quando vou poder ensinar a andar de bicicleta, cobrar o dever de casa bem feito, pedir para esperar o jantar para comer o doce.
E penso em como eu não poderia ter escolhido melhor um pai para os filhos que ainda terei. Ele chega em casa e pergunta se eu já sinto alguma coisa, se estou melhor (mesmo que não tenha tido nada), olha se a barriga está crescendo. Entro na sétima semana contando os dias para a ultrassonografia, quando teremos certeza das minhas contas, e mais certeza ainda de que esse foi o presente de aniversário perfeito para ele. E o melhor presente que Deus poderia me dar.
Um bebê.

E para ilustrar o milagre da vida, o milagre do dia é um arco-íris, muito comum nessa época em que a chuva cai ao mesmo tempo que o sol brilha.
Além do arco-íris há um lugar onde eu posso todos os meus sonhos realizar. E um pote de ouro te espera lá, do outro lado.