sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma viagem até a maternidade

E lá atrás, em 2003, ele ficou internado. E eu quase morri do coração. Voltei voando de Santa Catarina, encarei minha timidez, e fui com os pais dele, que eu não conhecia, buscá-lo no hospital.
Aquele rosto abatido, cansado e de dor me deu uma tristeza... mas o sentimento se reforçou de uma forma absurda.
Então ele entrou na faculdade. Eu entrei na faculdade. A gente não tinha tempo nem pra se ver no fim de semana. Mas o amor era maior.
Fechamos negócio num apartamento na Barra Funda em SP, ainda na planta.
Ele fez o TCC e eu ajudei. Ele se formou, e eu tava lá.
Ele morou sozinho, e eu cuidei dele, e do apartamento. Eu passava dias lá, no 24º andar, só esperando ele voltar pra casa para eu dormir do lado dele.
Viajamos juntos, vimos coisas lindas, curtimos juntos.
Eu fiz o TCC, ele me ajudou, e foi na apresentação. Eu me formei, e ele dançou comigo, me abraçou e fez fotos lindas comigo.
Ele voltou pra casa dos pais e eu o abracei quando ele ficava chateado de ter que voltar.
Resolvemos morar juntos, compramos casa, mobiliamos aos poucos, compramos aos poucos o que queríamos ter, e até hoje não está tudo do nosso jeito, um ano depois.
Mas uma coisa está perfeitamente saindo com queríamos. Diogo.
Planejamos engravidar em maio. Assim foi. Queríamos um bebê perfeito e saudável, e ao que tudo indica, é assim que ele é.
Ele cuida de mim, cuida da casa, cuida da Trudy e conversa com o Diogo.
Vai comigo às ultrassonografias e enxerga cada pedaço do corpinho do filho desde a primeira imagem. Se emociona com cada movimento, e se empolga com os colegas de trabalho e amigos que estão tendo bebês ao mesmo tempo.
Vamos passar Natal e Ano Novo grávidos, e ter um bebê em pleno verão.
Vamos viajar com barrigão. Ele vai entrar no parto comigo. Ele vai me ajudar mais ainda depois do Diogo chegar. Vai trocar fraldas e dar banho, e a única coisa que só eu vou poder fazer vai ser amamentar.
Ele vai ser um ótimo pai. E vai me deixar louca quando resolver levar o filho ao Palestra Itália pra ver o Palmeiras jogar. Mas vai me deixar orgulhosa quando ensiná-lo a pedalar sozinho a bicicleta, ou quando mostrar que matemática não é aquele monstro que a mamãe pintou.
Vamos passar dois anos sem pensar em quando vamos fazer a encomenda do(a) próximo(a) filho(a). E quando isso acontecer, vamos chorar abraçados de novo, e correr sempre felizes para as ultrassonografias e consultas pré-natais.
E ver tudo isso que já passou, e pensar em tudo que virá, me dá uma "coisinha sem nome" aqui no peito.
Mas uma certeza ainda corre nas minhas veias e martela com meu coração: com ele do meu lado, vai ser sempre muito fácil e tranquilo. E nós todos seremos muito felizes juntos.
Porque esse amor... ah, esse amor, não tem igual.

Um comentário:

Beca Bricio - Mulher que pariu disse...

Oi Raquel!

Bem legal a sua história de amor e agora então com o aumento da família será muito mais completo.

Curta cada momento a sua gravidez pois é tão importante essa felicidade toda!!!

E além do que dá uma saudade depois da barriga ... hehehe, to aqui doida pra ficar barrigudinha de novo hehehe, mas terei calma!!!

Em relação ao comentário que você postou no meu blog, adorei, eu tenho essa tela que você citou, ela é ótima, e eu aproveitei um kit de berço que ganhei a mais(para que 4 kits?!!) e comprei uns tecidos coloridos para forrar as almofadinhas e acabei colocando a cama no canto mesmo, ficou bom!!!

um bjo na barriga!!